Trump e Netanyahu Selam laços em Reunião Crucial na Flórida e Prometem Paz no Oriente Médio

Na sexta-feira, 26 de novembro, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou-se com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, na Flórida. Este foi o primeiro encontro entre os dois líderes em quase quatro anos, após um período de tensão em suas relações. Durante o encontro, Trump criticou seus adversários democratas e prometeu trabalhar pela paz no Oriente Médio, caso vença as eleições de novembro.

Trump afirmou, com confiança, que questões complexas seriam resolvidas rapidamente se ele se tornasse presidente. “Se ganharmos, será muito simples. Tudo será resolvido, e muito rapidamente”, afirmou o republicano, ao criticar a atual administração dos EUA. “Se não o fizermos, você pode acabar com grandes guerras no Oriente Médio e talvez uma terceira guerra mundial”, advertiu.

Netanyahu presenteou Trump com uma fotografia emoldurada que, segundo o líder israelense, mostrava uma criança mantida refém por militantes liderados pelo Hamas desde as primeiras horas da guerra. Em resposta, Trump garantiu que cuidaria da situação.

O encontro de sexta-feira ocorreu um dia após Trump declarar em entrevista à Fox News que Israel precisa resolver rapidamente a situação da guerra em Gaza. “Não pode continuar assim. É muito longo. É demais”, apontou Trump. Apesar de apoiar a posição militar de Israel, ele também criticou as relações públicas do país, indicando que Israel precisa melhorar sua imagem internacional.

A campanha de Trump divulgou posteriormente um comunicado reforçando suas promessas de, se eleito, buscar a paz no Oriente Médio e combater o antissemitismo nos campi universitários dos Estados Unidos. Netanyahu, ao ser questionado por jornalistas sobre o progresso rumo a um cessar-fogo em Gaza, expressou esperança em um acordo.

A reunião encerrou uma semana intensa para Netanyahu, que se dirigiu ao Congresso dos Estados Unidos e manteve conversações com o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris, candidata democrata favorita para as eleições de novembro.

O encontro entre Trump e Netanyahu foi notavelmente mais amistoso do que as reuniões anteriores do primeiro-ministro israelense com Biden e Harris, os quais pressionaram Netanyahu a negociar rapidamente um cessar-fogo e a libertação de reféns.

É importante notar que a última vez que Trump e Netanyahu se encontraram foi em setembro de 2020, durante uma cerimônia na Casa Branca para celebrar um acordo diplomático significativo, intermediado pela administração Trump, entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Durante seu mandato, Trump atendeu a muitas das demandas de Netanyahu, incluindo o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e uma postura mais agressiva contra o Irã. No entanto, a relação entre os dois esfriou após Trump deixar a Casa Branca, especialmente quando Netanyahu parabenizou Biden por sua vitória nas eleições presidenciais de 2020.

Para Netanyahu, reparar laços com Trump é crucial, considerando a possibilidade de Trump retornar à presidência dos Estados Unidos, um aliado vital para Israel. Em discurso no Congresso dos EUA, Netanyahu elogiou tanto Biden quanto Trump, destacando as contribuições históricas de ambos para Israel.

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