De acordo com Wilkerson, essa nova posição reflete uma tentativa de distanciamento de Trump em relação a Netanyahu. “Se ele não seguir as orientações dos EUA sobre o Líbano, essa distância aumentará”, apontou o analista, sugerindo que a posição de Israel em relação ao conflito pode estar se tornando insustentável para os Estados Unidos. A medida revela um esforço dos EUA para não permitir que Israel aja de forma autônoma, ao mesmo tempo que evidencia uma crescente incapacidade de Washington de influenciar as decisões do governo israelense.
Wilkerson também atribui a Netanyahu parte da responsabilidade pelo fato de os Estados Unidos estarem perdendo controle sobre o cenário do Oriente Médio. Apesar das declarações oficiais que indicam uma certa posição de vigilância sobre a crise, o analista destaca que a realidade é bem distinta, com o Irã também afirmando que Washington não tem mais domínio sobre os eventos na região. “A cada minuto que passa, a situação se torna mais perigosa. Se você ganha guerras, as coisas deveriam melhorar, mas não é isso que está acontecendo”, mencionou Wilkerson.
A preocupação com o desenrolar dos conflitos é evidente. Recentemente, houve a expectativa de um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, o que levou o Hezbollah a interromper suas operações contra Israel. No entanto, os confrontos foram retomados após ataques das Forças de Defesa de Israel a áreas de Beirute e do sul do Líbano. Nesse ínterim, Trump teria solicitado a Netanyahu que limitasse as agressões ao Líbano e manifestasse interesse em um diálogo, evidenciando a complexidade das relações diplomáticas e a fragilidade da paz na região.
