Trump defende patrulha de navios de guerra não americanos no estreito de Ormuz após acordo com o Irã e diz que não é uma má ideia.

Na última segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou que não vê problemas em permitir que navios de guerra de países que não sejam os EUA patrulhem o estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o trânsito de petróleo. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, em Évian, onde os dois líderes discutiram questões de segurança e cooperação internacional.

Trump enfatizou que a medida não seria necessária, já que um acordo que garante a isenção de pedágio e a segurança na navegação foi recentemente alcançado. “Não acho que precisaremos de muita ajuda, pois temos um acordo que garante a abertura e a isenção de pedágio. Não é uma má ideia ter navios de guerra de outros países patrulhando a área”, afirmou.

Essa declaração ocorre logo após um anúncio importante feito pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, que confirmou a finalização de um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã. A assinatura oficial deste documento está marcada para acontecer na Suíça no dia 19 de junho, após a realização da assinatura digital no último domingo.

Com essa nova dinâmica, Trump também anunciou a autorização para o levantamento do bloqueio naval dos EUA às águas e portos iranianos. Ele declarou que a navegação no estreito de Ormuz está sendo retomada de forma segura e que, embora a área tenha sido parcialmente reaberta, a expectativa é que ela esteja totalmente acessível em breve.

Entretanto, Trump destacou que o processo de desminagem da região, essencial para garantir a segurança plena das rotas marítimas, pode levar até dois meses. A instabilidade na região do Golfo Pérsico tem gerado preocupações sobre a segurança da navegação e as implicações para o mercado global de petróleo, dado que uma porção significativa do tráfego marítimo de petróleo mundial passa pelo estreito de Ormuz. As manobras diplomáticas e a coordenação entre as potências envolvidas na região serão cruciais para evitar futuras tensões e garantir a segurança das rotas comerciais.

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