Em um momento delicado das negociações, o presidente também anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã, que se mantém em vigor até que as discussões sejam concluídas. Essa decisão foi tomada em atendimento a um pedido do chefe do Exército do Paquistão e do primeiro-ministro, que buscaram uma proposta unificada de Teerã para a resolução do conflito. Porém, o embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, contestou a postura americana, afirmando que os EUA precisam encerrar o que chamou de “violação do cessar-fogo” antes que novas negociações possam ser agendadas.
O embaixador frisou que, enquanto o bloqueio permanecer, o Irã não se sentirá disposto a negociar. Ele também manifestou a disposição de seu país para lidar com os dois potenciais cenários: uma solução pacífica ou a possibilidade de um confronto militar. As tensões aumentaram ainda mais após o anúncio do Irã de que cancelou sua participação nas próximas conversações em Islamabad, alegando que as conversas se tornaram infrutíferas devido a condições impostas por Washington.
Além disso, o presidente Trump está considerando a isenção da Lei Jones, que permite a navegação de navios estrangeiros em águas americanas para o transporte de combustível. Essa medida surge em um contexto em que os preços dos combustíveis têm aumentado, refletindo a dinâmica econômica interna dos EUA, que busca ajustar suas políticas para mitigar os impactos inflacionários. A situação no estreito de Ormuz permanece tensa e a falta de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã aumenta as incertezas sobre o futuro da região, gerando temor de uma nova escalada no conflito, caso não se encontre uma solução diplomática em breve.







