Desde o início do governo atual em janeiro de 2025, as autoridades cubanas têm denunciado o agravamento desse embargo, que intensificou a pressão sobre a economia já fragilizada do país. A situação se tornou ainda mais complexa após o recente ataque dos EUA à Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Trump acredita que a perda do apoio econômico e energético da Venezuela, tradicionalmente um aliado de Cuba — que lhe fornece petróleo e recursos financeiros — contribui significativamente para a crise que a ilha enfrenta.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conhecido por sua postura crítica em relação a Cuba, também comentou sobre o tema, afirmando que o governo cubano representa um “grande problema”. Após essa declaração, Trump sugeriu a possibilidade de nomear Rubio como presidente de Cuba, destacando seu apoio a uma mudança de regime em Havana.
Em uma declaração mais incisiva, Trump afirmou que “não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba da Venezuela”, instando o governo cubano a buscar um acordo com os Estados Unidos “antes que seja tarde demais”. No entanto, essa retórica agressiva tem gerado condenações internacionais, com diversos países, incluindo a Rússia, considerando inaceitável o uso de ameaças e chantagens em relação a Havana.
A tensão entre os EUA e Cuba continua elevada enquanto a ilha caribenha busca maneiras de superar as dificuldades impostas pelo embargo e pela atual crise política e econômica. A situação levanta questões sobre o futuro do governo cubano e a possibilidade de uma mudança significativa na dinâmica política da região. A comunidade internacional observa atentamente essas evoluções, ciente de que as ações dos EUA têm um impacto não apenas em Cuba, mas em toda a América Latina.
