Durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval, Trump expressou sua insatisfação com a atuação de Starmer, particularmente no que diz respeito à questão de energia, citando esforços britânicos em energia eólica em detrimento da exploração de petróleo no Mar do Norte. “Ele está realmente bagunçando a energia”, disse Trump, apontando para a incongruência entre as políticas de energia renovável e a disponibilidade de recursos naturais na região.
A crítica de Trump se estende à postura do governo britânico em relação a conflitos internacionais, como o envolvendo o Irã, ressaltando que a liderança de Starmer não trouxe benefícios significativos para os Estados Unidos ou para a OTAN. Apesar das críticas, Trump não deixou de mencionar que considera Starmer “uma espécie de amigo” e expressou seu desejo de sucesso para o ex-primeiro-ministro em suas futuras empreitadas políticas.
A renúncia de Starmer ocorre em um momento conturbado dentro do Partido Trabalhista, que enfrenta uma crise interna após a recente vitória de Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, em uma eleição que acirrou as tensões e questionamentos sobre a liderança atual. O processo para escolher o próximo líder do partido será iniciado em 9 de julho e deve ser finalizado antes do recesso de verão, com expectativa de que um novo líder esteja em posição antes da retomada das atividades do Parlamento britânico em setembro.
Nos dias que antecederam sua renúncia, Starmer estava em Chequers, a residência oficial de campo do governo britânico, discutindo seu futuro político com familiares. O desfecho da sua liderança reflete uma competição interna complexa e a necessidade de reavaliação de estratégias políticas em um dos principais partidos britânicos.
