Segundo informações da imprensa, Biden atenuou as sentenças de 37 dos 40 condenados à morte nos EUA, substituindo a pena capital pela prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Entre os beneficiados estavam cinco assassinos de crianças e diversos assassinos em massa, o que gerou controvérsias e críticas por parte de Trump.
Em sua defesa, Biden destacou que condena veementemente tais crimes e expressou solidariedade com as famílias das vítimas que sofreram perdas irreparáveis. No entanto, o presidente ressaltou sua convicção de que os Estados Unidos precisam rever o uso da pena de morte em nível federal.
Dentre os poucos condenados que não tiveram suas sentenças comutadas estão Dzhokhar Tsarnaev, responsável pelos atentados na Maratona de Boston, o supremacista branco Dylann Roof, autor de um massacre em uma igreja em Charleston, e Robert Bowers, que atirou em uma sinagoga em Pittsburgh. A decisão de Biden gerou divergências políticas e sociais intensas nos Estados Unidos.
Por outro lado, Trump anunciou que, ao assumir o cargo, orientará o Departamento de Justiça a buscar ativamente a pena de morte para estupradores e assassinos violentos. Durante sua campanha eleitoral, em 2024, o político defendeu a aplicação da pena de morte para imigrantes que cometessem crimes violentos contra cidadãos americanos ou policiais, bem como para traficantes de drogas.
Diante desse cenário polarizado, a questão da pena de morte volta a ser um tema central de debate nos Estados Unidos, envolvendo não apenas divergências políticas, mas também questões éticas e morais que desafiam a sociedade americana como um todo.





