Trump fez o anúncio em suas redes sociais, afirmando que concederia um “perdão total e completo” a Hernández e alegando que ele havia sido tratado injustamente. Essa declaração gerou uma onda de reações nos círculos políticos tanto nos Estados Unidos quanto na América Central. O ex-presidente estadunidense expressou seus parabéns a Hernández pela perspectiva de liberdade, o que levanta questões sobre a moralidade e a política de clemência em relação a figuras envolvidas em corrupção e crimes graves.
Além do indulto, Trump também aproveitou a oportunidade para manifestar seu apoio ao candidato presidencial hondurenho, Nasry Asfura, do Partido Nacional. Ele fez questão de enfatizar que, se Asfura não vencer as próximas eleições, os Estados Unidos não fornecerão apoio financeiro a Honduras. Essa declaração se dá em um momento em que mais de 6,5 milhões de hondurenhos estão preparados para ir às urnas no próximo domingo, para eleger o novo presidente e outros representantes.
A atual presidente de Honduras, Xiomara Castro de Zelaya, tem se posicionado criticamente em relação à intervenção dos EUA no país, especialmente em resposta à presença militar americana no Caribe, o que ela considera uma forma de opressão e interferência nos assuntos internos hondurenhos. Essa dinâmica política complexa destaca os desafios que o país enfrenta, à medida que tenta navegar entre a influência americana e suas próprias aspirações de autonomia e justiça social.
Assim, o perdão de Trump a Hernández não apenas reabre discussões sobre a justiça penal e os laços entre os líderes da América Latina e os Estados Unidos, mas também coloca em jogo futuras relações bilaterais, especialmente em um contexto eleitoral crítico para Honduras.
