As autoridades brasileiras temem que sanções provenientes do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) possam atingir bancos que possuam vínculos com atividades delituosas, resultando em sérias interrupções no funcionamento do Pix. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que se um banco importante fosse punido, isso poderia obstaculizar os usuários de enviar ou receber pagamentos via Pix, criando um efeito cascata que poderia ocasionar sérios problemas no sistema financeiro, mesmo sem comprometer a infraestrutura técnica do mesmo.
Em situações extremas, o Banco Central do Brasil poderia recomendar a suspensão temporária de instituições até que a situação fosse clarificada com as autoridades norte-americanas. O governo federal teme que a escalada dessa crise possa resultar em punições concretas, dado que os EUA possuem um conjunto significativo de informações sobre as atividades do PCC, algumas das quais foram compartilhadas pelo Brasil durante investigações passadas.
Além disso, há receios de que a classificação como organizações terroristas seja utilizada para reforçar investigações já existentes, como a Seção 301, que aponta o Brasil por práticas comerciais desleais, especialmente em relação ao sistema de pagamentos. Empresários de cartões norte-americanos alegam que o Banco Central favorece o sistema Pix, o que o governo brasileiro nega veementemente.
Por fim, apesar da afirmação do ministro Durigan de que as sanções não afetariam tecnicamente o Pix, ele reconheceu que o impacto sobre sua legitimidade internacional seria inegável. Dada a natureza imprevisível das decisões norte-americanas, a situação é considerada delicada, com um sentimento crescente de insegurança entre operadores financeiros e autoridades do governo que buscam estabilidade em meio a um cenário de incertezas.





