A relação entre as nações entrou em colapso pouco tempo após a assinatura de um memorando de trégua em junho, que pretendia encerrar os confrontos iniciados em fevereiro. Embora o acordo tenha oferecido uma perspectiva de paz, ele durou menos de um mês, culminando em um aumento da tensão militar. O governo iraniano, por sua vez, denunciou os ataques dos EUA como uma grave violação do pacto, acentuando ainda mais a desconfiança entre os dois lados.
Internamente, o presidente Trump demonstrou crescente frustração com a chamada Operação Fúria Épica, o que indica que os seus assessores subestimaram a complexidade e a duração do conflito, o que contrastava com suas expectativas iniciais. Essa insatisfação também expôs uma divisão nas políticas de defesa, especialmente entre Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Enquanto Hegseth defendia uma abordagem mais agressiva, o presidente se mostrava inquieto com as limitações impostas pelos líderes militares, como o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
Funcionários do Pentágono criticaram, por sua vez, a avaliação do almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), a quem acusaram de superestimar as capacidades militares norte-americanas em relação ao Irã. Em defesa de sua equipe, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, assegurou que Trump está “extremamente orgulhoso” do trabalho realizado por Hegseth e Cooper durante esta complexa operação. A situação, marcada por incertezas e divergências internas, reflete a contínua fragilidade das relações entre os Estados Unidos e o Irã, que permanecem em um tenso impasse militar e diplomático.





