O tribunal decidiu que a imposição de tarifas globais não se encaixa nas atribuições do chefe do Executivo, afirmando que tal ação é uma prerrogativa exclusiva do Legislativo. Enquanto a decisão foi tomada com um placar de 6 a 3, Trump elogiou os juízes que votaram a seu favor e criticou os demais, sugerindo que sua falta de apoio poderia ter implicações negativas para a segurança econômica da América.
O presidente ressaltou que suas tarifas, que estavam no cerne de sua abordagem econômica, foram fundamentais em sua estratégia tanto nacional quanto internacional. Segundo Trump, essas medidas foram responsáveis por encerrar conflitos e reduzir o tráfico de substâncias perigosas como o fentanil, enquanto também contribuíam para a recuperação econômica do país, exemplificada por índices recordes nas bolsas de valores.
Apesar da derrota na Suprema Corte, Trump afirmou que as agências governamentais possuem um arsenal legislativo suficiente para continuar a implementação de tarifas. Ele invocou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que dá ao presidente o direito de impor tarifas temporárias para enfrentar déficits comerciais, e outras seções que permitem o combate a práticas comerciais desleais, sempre buscando proteger a economia americana.
Com a nova tarifa global, o presidente pretende aplicar uma medida que impactará todos os países, embora a base legal para essa decisão não derive da autoridade previamente contestada pela Corte. A movimentação é vista como uma tentativa de fortalecer sua agenda comercial e sinalizar uma postura firme no cenário internacional.
Nesse ambiente de tensão, não se pode ignorar os reflexos dessa política comercial nas relações exteriores e no comércio, especialmente considerando o impacto potencial sobre as exportações brasileiras e a resposta de outros países. O desdobrar dessa política terá consequências significativas nos meses seguintes, diante de um cenário global já conturbado pelas rivalidades comerciais.
