Trump, em uma declaração feita por meio de sua conta em uma rede social, expressou que o cessar-fogo começaria às 17h, horário da costa leste dos EUA. O presidente convidou Aoun e Netanyahu para um encontro na Casa Branca, um local simbólico que não recebe líderes de ambos os países desde 1983 para discussões sobre a paz. O encontro planejado poderia dar uma nova dinâmica às relações entre Tel Aviv e Beirute, que são marcadas por décadas de hostilidade e desconfiança.
O governo libanês também se pronunciou sobre o acordo. O presidente Aoun manifestou esperança de que as negociações para o cessar-fogo se concretizem rapidamente, enfatizando a importância de que as questões sobre a segurança do Líbano sejam tratadas exclusivamente por suas autoridades. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, acolheu positivamente a iniciativa, ressaltando que o cessar-fogo é uma reivindicação central do povo libanês, uma meta que a liderança se comprometeu a alcançar desde o início das hostilidades.
Vale ressaltar que a demanda por um cessar-fogo teve relação direta com discussões mais amplas entre o Irã e os EUA, onde a situação no Líbano foi um ponto crucial. Após uma intensa pressão de Teerã, os Estados Unidos conseguiram persuadir Israel a reduzir suas operações militares. Entretanto, o cessar-fogo já havia sido comprometido por ataques significativos ocorridos nos dias anteriores, que resultaram em mais de 2.200 mortes e 7.000 feridos no Líbano entre março e abril de 2026.
Espera-se que este novo capítulo nas conversações pode não apenas amenizar a violência, mas também abrir portas para um diálogo mais construtivo entre as nações envolvidas. A comunidade internacional observa com cautela, desejando que a proposta do cessar-fogo possa efetivamente criar um caminho para a paz duradoura na região.
