Trump expressou sua preocupação com a grave situação do México, onde, segundo ele, os cartéis têm causado a morte de centenas de milhares de pessoas anualmente. “É muito triste ver o que aconteceu com aquele país. As drogas devastaram famílias e causaram imensos sofrimentos,” declarou. A afirmação de Trump surge em um contexto de crescente tensão nas relações entre os EUA e a Venezuela, especialmente após um recente ataque militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, respondeu rapidamente às declarações de Trump, enfatizando a importância da soberania do país. Embora reconheça a cooperação em questões de segurança com os EUA, Sheinbaum deixou claro que não aceita intervenções que possam violar o território mexicano. Ela reiterou que o governo mexicano busca parcerias, mas com respeito à sua autonomia.
O tom agressivo de Trump também incluiu referências ao presidente colombiano, Gustavo Petro, que, segundo ele, está “governando um país doente” devido à produção de cocaína. Após uma conversa telefônica entre os dois líderes, Trump indicou que a Colômbia poderia ser o próximo foco de uma operação militar, caso a situação continue a deteriorar-se.
Essa escalada na política externa dos EUA levanta questões significativas sobre as operações militares em solo estrangeiro e as suas implicações nas relações diplomáticas. Muitos especialistas alertam que tais ações podem acirrar conflitos regionais e levar a um aumento da violência.
Enquanto isso, o governo mexicano continua monitorando a situação, ciente de que qualquer ação militar dos EUA deve respeitar suas leis e soberania. O futuro das relações entre os países da América Latina e os Estados Unidos agora dependerá de um delicado equilíbrio entre combate ao narcotráfico e diplomacia.







