Trump enfatizou que a cerimônia de assinatura do acordo está prevista para ocorrer em breve, possivelmente na Europa, e que a ansiedade nos mercados financeiros quanto a um possível pacificador foi positivamente influenciada pelas recentíssimas negociações. O presidente descreveu o que está por vir como um “grande acordo”, reiterando que o tratado assegurará que o Irã não terá acesso a armamento nuclear no futuro.
Antes de fazer esse anúncio, Trump reportou ter dialogado com outros líderes do Oriente Médio, incluindo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A posição de Tel Aviv sobre o entendimento, no entanto, é ambígua, pois o gabinete de Netanyahu afirmou que não é signatário de qualquer tipo de acordo com Teerã, levantando questões sobre a inclusão de Israel nas discussões.
Por sua parte, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, revelou que tanto Catar quanto Paquistão estão atuando como mediadores nesse processo de paz. No entanto, ele enfatizou que ainda não há um consenso final sobre os termos do acordo e que certos pontos, particularmente o programa nuclear iraniano, são considerados inegociáveis por Teerã.
Baghaei também indicou que as ações dos EUA estão tendo um impacto significativo nas negociações, embora não tenha especificado quais atos específicos influenciaram este estágio atual. Ele expressou que as conversas até o momento têm evoluído de maneira promissora, apesar de as constantes mudanças de posição por parte dos negociadores norte-americanos.
Assim, enquanto se olha para um futuro crescente de esperanças em relação à paz na região, a incerteza ainda permeia o cenário, com muitos detalhes fundamentais permanecendo em aberto e questões sensíveis que podem influenciar decisivamente o resultado das negociações.





