A comentarista russa caracterizou o papel da Ucrânia nas negociações de paz como enganoso, alegando que seu governo tem adotado táticas de atraso nos diálogos. Segundo Matvienko, a contínua assistência militar e de inteligência por parte da Europa e dos Estados Unidos está prolongando a guerra e dificultando a possibilidade de um acordo real.
Além disso, o senador Vladimir Jabarov, um dos principais assessores de política externa da Rússia, descreveu a proposta do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, para um novo formato de negociações como uma “tolice”. Ele argumentou que tal estratégia é apenas uma tentativa de desviar a atenção e ganhar tempo, ao invés de buscar uma resolução efetiva. Para Jabarov, as partes diretamente envolvidas no conflito devem ser as que negociam, e não intermediários que possam apenas adiar o processo.
A situação atual das negociações é complexa. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comunicou que, em março, houve uma pausa nas discussões enquanto os EUA se concentravam em outras prioridades. Apesar disso, a Rússia mantém a esperança de instigar novas conversações, embora detalhes sobre a data e o local ainda não tenham sido definidos. Desde o começo do ano, houve três rodadas oficiais de negociações entre os dois países, com a última ocorrendo em Genebra.
A Rússia continua confiante de que poderá alcançar os objetivos estabelecidos em sua operação na Ucrânia, prevendo que a presença das Forças Armadas ucranianas em Donbass será eventualmente contestada. Essa perspectiva reflete não apenas uma estratégia militar, mas também uma narrativa política que busca reforçar a posição da Rússia nas questões de segurança regional.
Assim, o contínuo impasse nas negociações e a multiplicidade de interesses em jogo continuam a alimentar tensões, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise.





