Trump Afirma que Irã Deseja Negociar enquanto Protestos e Repressão Aumentam no País

Tensão EUA-Irã: Repressão a Protestos e Propostas de Negociação

Recentemente, o clima de tensão entre os Estados Unidos e o Irã ganhou novos contornos quando o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Teerã está buscando um canal de negociação com Washington. Essa declaração surge em meio a uma intensa repressão a manifestações que têm ocorrido no Irã, resultando, segundo ativistas, em pelo menos 599 mortes. As manifestações foram desencadeadas por insatisfações generalizadas, com cidadãos protestando contra a situação econômica e política do país.

Apesar das provocativas declarações de Trump, o governo iraniano não respondeu de forma direta. A visita do ministro das Relações Exteriores de Omã, que atuou como intermediário entre os dois países, gerou expectativas sobre uma possível conversa, mas o que poderia ser negociado permanece incerto. O Irã mantém uma posição rígida em relação ao seu programa nuclear e arsenal de mísseis, elementos que considera fundamentais para sua segurança.

O governo iraniano, através do ministro Abbas Araghchi, tentou minimizar a situação, garantindo que as manifestações estão sob controle, enquanto, ao mesmo tempo, apontava Israel e EUA como responsáveis pela violência. Araghchi, aludindo a uma intenção de diálogo, enfatizou que qualquer negociação deve ser baseada em interesses mútuos, rejeitando imposições.

Ao mesmo tempo, manifestações pró-governo em Teerã demonstraram o apoio à teocracia iraniana, com grandes multidões ocupando as ruas e entoando gritos contra os EUA e Israel. A resposta do governo à dissidência é clara: qualquer participação em protestos é considerada como traição, sujeitando os manifestantes a severas punições.

A Casa Branca, representada por sua secretária de imprensa Karoline Leavitt, destacou a discrepância entre a retórica pública do Irã e suas comunicações internas. Ela sugeriu que, apesar das ameaças, há espaço para diálogo, embora Trump tenha deixado claro que não hesitará em usar força militar se necessário. As recentes sanções, como a imposição de tarifas de 25% sobre países que comercializam com o Irã, têm sido uma retaliação direta à repressão dos protestos.

O contexto atual apresenta um Irã que enfrenta não apenas a pressão internacional, mas também um aumento nas tensões internas, com a detenção de mais de 10 mil pessoas e relatos de uma repressão violenta às manifestações. A situação permanece tensa, com a combinação de protestos, ameaças internacionais e possibilidades de negociações pairando sobre um futuro incerto para o país.

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