Recentemente, o presidente mencionou que os EUA estão não apenas se recuperando, mas também lucrando substancialmente com a produção de petróleo venezuelana, um recurso abundante no país sul-americano. Apenas alguns dias antes, Trump havia citando um número ainda mais otimista, alegando que o retorno financeiro era de “42 vezes”. Essa mudança nos dados sugere uma tentativa de impulsionar a narrativa de que a intervenção militar está justificada e é benéfica do ponto de vista econômico.
Essas afirmações vêm à tona meses após alegações de que os Estados Unidos teriam realizado uma ação militar em janeiro, cuja consequência seria o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Essa operação também teria proporcionado aos EUA uma vantagem significativa sobre o crucial setor petrolífero venezuelano, consolidando sua influência econômica na região.
Além disso, Trump propôs que a produção de petróleo da Venezuela fosse considerada parte da contagem geral da produção americana, reforçando a noção de que o país sul-americano não é apenas um vizinho, mas uma extensão do mercado energético dos Estados Unidos. Ele mencionou ironicamente que a vitória na “guerra” contra a Venezuela poderia ser alcançada em “48 minutos”, destacando um senso de urgência e assertividade em suas políticas.
A tensão se intensificou ainda mais depois que os EUA atacaram Caracas, resultando no traslado de Maduro e sua esposa para os Estados Unidos, onde seriam julgados por tráfico de drogas. Após o ataque, Trump fez questão de ressaltar que os EUA pretendem administrar a Venezuela até que uma transição democrática se estabeleça, reforçando o controle americano sobre a nação. Essas declarações destacam a contínua complexidade da política externa dos EUA, especialmente em relação à América Latina, onde a busca por recursos naturais e influência geopolítica continua a moldar as ações americanas.





