Em uma entrevista, o presidente americano criticou os recentes disparos do Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, que foram ressaltados como uma “flagrante violação” do cessar-fogo. Trump revelou que esses disparos foram dirigidos principalmente a um navio francês e a um comerciante do Reino Unido, o que, segundo ele, atesta a falta de cordialidade por parte do regime iraniano.
Além de enfatizar a gravidade da situação, Trump expressou otimismo com a possibilidade de um acordo de paz, afirmando que “tudo será feito para assegurar um pacto, por bem ou por mal”. Ele informou que, na segunda-feira, suas equipes de negociação se dirigirão ao Paquistão para retomar os diálogos sobre a trégua, prometendo apresentar uma proposta justa que, espera, será aceita pelo governo iraniano. Caso contrário, Trump não hesitou em fazer ameaças sérias: “Destruiremos todas as usinas de energia e pontes do Irã”, declarou, sublinhando a urgência de pôr um fim na atividade militar que caracteriza a atual administração iraniana.
Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também se manifestou sobre a situação. Ele admitiu à TV estatal que houve avanços nas negociações com os Estados Unidos, mas deixou claro que um acordo definitivo ainda está distante devido a divergências significativas e questões não resolvidas. Ghalibaf fez um apelo para que os EUA abandonem suas posturas unilateralistas, que, segundo ele, têm dificultado o diálogo.
Com o término do cessar-fogo programado para a próxima quarta-feira, a expectativa é de que novas tensões possam emergir, caso não haja um entendimento entre as partes. A situação continua a ser monitorada de perto, à medida que o mundo observa as movimentações diplomáticas e as ameaças de escalada militar que envolvem as duas nações.







