Fontes indicam que a expectativa de Trump de estabelecer um entendimento robusto rapidamente se dissipou, à medida que a complexidade do conflito se intensificou. Essa situação não apenas complicou as negociações, mas também refletiu nas taxas de aprovação do presidente, que atingiram níveis historicamente baixos. A avaliação sugere que, na tentativa de surfar na onda de um conflito menos previsível, Trump abandonou algumas das suas demandas mais ambiciosas, que agora parecem irreais.
Outro aspecto que foi colocado em segundo plano nessas discussões foi a intenção de promover uma mudança de governo em Teerã. Embora o presidente tenha anteriormente afirmado que ações como o assassinato de líderes iranianos resultariam em uma transformação do regime, essa expectativa não se concretizou. O líder supremo do Irã, atual herdeiro do poder, continua firme no seu cargo, o que desmantela a narrativa de uma revolução iminente.
Além disso, uma das prioridades da administração Trump era conter o apoio do Irã a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah. Contudo, as recentes negociações não mencionaram essas facções, indicando uma desconexão entre os objetivos declarados e a realidade das discussões em curso. Isso levanta questionamentos sobre a viabilidade das estratégias dos EUA no Oriente Médio.
Recentemente, Trump anunciou que encerraria a operação Fúria Épica, uma ação militar em resposta às provocações iranianas, caso Teerã aceitasse as condições estipuladas por Washington. Em 3 de maio, os Estados Unidos enviaram uma resposta detalhada a uma proposta iraniana, mas a situação ainda está em análise, com Teerã mantendo em sigilo sua decisão final. Essas movimentações mostram que, apesar das tensões, o diálogo ainda persiste, mesmo que sob novas circunstâncias e realidades.
