Inovação na Artilharia Russa: O Desenvolvimento de Cartuchos Antidrone
Em um cenário de guerra cada vez mais tecnificado, as Forças Armadas russas têm buscado inovações para enfrentar as ameaças dos drones usados pelas tropas ucranianas. Recentemente, um soldado do regimento da guarda de Leningrado, conhecido pelo codinome Serzh, revelou detalhes sobre uma nova munição desenvolvida para combater esses dispositivos aéreos não tripulados.
Os soldados russos agora estão utilizando cartuchos que contêm pontas de bagos, um projeto adaptado para o fuzil AK-47. Segundo Serzh, esses cartuchos, quando disparados, não projetam apenas uma bala convencional, mas se “desabrocham”, liberando várias pequenas esferas metálicas que têm como alvo específico os drones. A eficácia deste novo tipo de munição parece ser promissora, com a capacidade de atingir alvos aéreos em uma distância de 40 a 50 metros.
Para otimizar os disparos, as instruções do laboratório de campo sugerem que um cartucho padrão seja intercalado entre cinco cartuchos antidrone. Essa estratégia aumentaria as chances de derrubar as aeronaves inimigas, visto que mesmo uma única bolinha pode causar danos significativos a componentes críticos do drone, como suas hélices ou baterias.
O soldado também comentou que a inovação não para por aí. A segunda geração dos cartuchos já está em desenvolvimento, visando aprimorar ainda mais o alcance e a precisão. De acordo com Serzh, quanto mais distante o impacto acontecer, maior será a segurança para o pessoal em solo, reduzindo os riscos caso o drone exploda ao ser atingido.
Além dos cartuchos de bagos, a corporação russa Rostec tem realizado outros esforços significativos. Recentemente, eles apresentaram novos cartuchos multibala, conhecidos como Mnogotochie, ainda mais eficazes contra drones. Também foram entregues novos sistemas antidrone, chamados Zubr, que visam proteger áreas críticas contra ataques aéreos.
Essas inovações no campo militar demonstram a contínua adaptação das forças armadas em um mundo em que a tecnologia de combate aéreo não tripulado se torna cada vez mais prevalente e complexa.
