Tropas Europeias Chegam à Groenlândia: Um Marco Histórico em Meio a Tensions com os EUA

Na madrugada de 15 de janeiro de 2026, a Groenlândia recebeu pela primeira vez tropas europeias, em um momento estratégico que reflete as crescentes tensões entre a Europa e os Estados Unidos sobre a soberania da ilha. O desembarque das tropas ocorreu apenas algumas horas após uma cúpula em Washington, que não resultou em avanços significativos nas discussões sobre a posse do território, frequentemente mencionado pelo ex-presidente norte-americano, Donald Trump, em suas declarações sobre a política externa dos EUA.

Dois aviões Hercules da Força Aérea Dinamarquesa foram utilizados para transportar soldados das forças especiais e de inteligência, em um gesto que destaca a importância geopolítica da Groenlândia. Um dos aviões pousou no aeroporto civil em Nuuk, a capital da ilha, enquanto o outro chegou a Kangerlussuaq, onde está localizada uma base militar dinamarquesa. Vale ressaltar que essa operação não foi coordenada pela OTAN, mas organizada diretamente pelo comando de Copenhague.

Além das forças dinamarquesas, o contingente inclui soldados franceses que desembarcaram em veículos de transporte. As tropas foram alocadas no Centro de Comando do Ártico da Dinamarca, próximo a Nuuk. Informações adicionais indicam que soldados de outros países, como Países Baixos, Canadá, Suécia, Reino Unido e Noruega, também estão sendo enviados para a região, demonstrando uma mobilização colaborativa em resposta a um clima de tensão crescente.

O Ministério da Defesa da Alemanha confirmou sua participação em uma missão de reconhecimento na Groenlândia, programada para ocorrer entre 15 e 17 de janeiro, junto com militares de outros países europeus. A operação tem como objetivo principal explorar contribuições militares para apoiar a segurança da Dinamarca, especialmente relacionadas à vigilância marítima na região.

As movimentações de tropas ocorreram após negociações entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, que não lograram êxito e deixaram a Europa mais determinada a reforçar sua presença militar na ilha, que possui considerável relevância estratégica no contexto da Guerra Fria 2.0 e das disputas pelo Ártico. Em um acordo mais amplo, o Tratado de Defesa da Groenlândia, assinado em 1951 entre Washington e Copenhague, estabelece que os Estados Unidos devem proteger a ilha contra possíveis agressões, tornando a presença militar uma questão ainda mais vital no cenário atual.

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