Dois aviões Hercules da Força Aérea Dinamarquesa foram utilizados para transportar soldados das forças especiais e de inteligência, em um gesto que destaca a importância geopolítica da Groenlândia. Um dos aviões pousou no aeroporto civil em Nuuk, a capital da ilha, enquanto o outro chegou a Kangerlussuaq, onde está localizada uma base militar dinamarquesa. Vale ressaltar que essa operação não foi coordenada pela OTAN, mas organizada diretamente pelo comando de Copenhague.
Além das forças dinamarquesas, o contingente inclui soldados franceses que desembarcaram em veículos de transporte. As tropas foram alocadas no Centro de Comando do Ártico da Dinamarca, próximo a Nuuk. Informações adicionais indicam que soldados de outros países, como Países Baixos, Canadá, Suécia, Reino Unido e Noruega, também estão sendo enviados para a região, demonstrando uma mobilização colaborativa em resposta a um clima de tensão crescente.
O Ministério da Defesa da Alemanha confirmou sua participação em uma missão de reconhecimento na Groenlândia, programada para ocorrer entre 15 e 17 de janeiro, junto com militares de outros países europeus. A operação tem como objetivo principal explorar contribuições militares para apoiar a segurança da Dinamarca, especialmente relacionadas à vigilância marítima na região.
As movimentações de tropas ocorreram após negociações entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, que não lograram êxito e deixaram a Europa mais determinada a reforçar sua presença militar na ilha, que possui considerável relevância estratégica no contexto da Guerra Fria 2.0 e das disputas pelo Ártico. Em um acordo mais amplo, o Tratado de Defesa da Groenlândia, assinado em 1951 entre Washington e Copenhague, estabelece que os Estados Unidos devem proteger a ilha contra possíveis agressões, tornando a presença militar uma questão ainda mais vital no cenário atual.
