O líder desse setor do PCC é Pedro Luiz da Silva Soares, mais conhecido como Chacal, que é considerado uma das maiores lideranças da facção fora do sistema carcerário. A mobilização da restrita tática para a região de Rio Claro acontece após o Bando do Magrelo, liderado por Anderson Ricardo de Menezes, promover uma caçada a pessoas ligadas ao PCC na região, resultando na morte de pelo menos 30 integrantes da facção paulista.
Uma mudança nos objetivos da facção pode ser observada, com foco na expansão internacional para o mercado europeu, o que levou o PCC a abdicar do varejo de drogas e priorizar rotas que levam entorpecentes ao Porto de Santos, gerando um lucro anual de R$ 11 bilhões para a organização criminosa. Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, o tráfico internacional de cocaína representa a maior parte dos negócios do PCC atualmente.
Para especialistas, a perda de interesse do PCC nos mercados locais pode estar relacionada ao surgimento de gangues regionais e a disputas entre traficantes. O domínio territorial não é o principal foco da facção, que busca controlar as rotas do tráfico para garantir o funcionamento das exportações de drogas.
Em meio a essas disputas e mudanças de estratégia, as autoridades ligadas às polícias Civil e Militar observam de perto o cenário, analisando os impactos dessas movimentações no mundo do crime organizado em São Paulo e no Brasil como um todo. Enquanto o PCC busca se reorganizar e expandir internacionalmente, as gangues regionais buscam ocupar espaços e consolidar seu poder em meio a um ambiente de disputas e violência.
