Não foram divulgadas informações sobre a causa de sua morte, e os detalhes do velório e sepultamento foram agendados para ocorrer no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 8 de outubro.
Clodd Dias nasceu em Itapetininga, no interior de São Paulo. Seu envolvimento com as artes começou na adolescência, e sua paixão a levou a se mudar para a capital, onde se formou em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena, concluindo sua graduação em 2001. Seu percurso artístico foi notável, abrangendo uma variedade de produções teatrais, como “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo”, “A Mulher que Digita”, “Esperando Godot” e “Negrinha”. No audiovisual, ela também deixou sua marca em várias séries e filmes, como “Ayô” (2025) e “Rodeio Rock” (2023).
Recentemente, a atriz participou do espetáculo “O Céu Fora Daquela Janela”, em cartaz no Sesc Vila Mariana. Clodd não apenas se destacou como atriz, mas também era uma talentosa cantora, poetisa e dubladora, demonstrando sua versatilidade no mundo da arte.
O crítico teatral Miguel Arcanjo Prado utilizou seu perfil no Instagram para prestar uma homenagem à atriz, elogiando sua sensibilidade e contribuindo para um retrato mais profundo de sua importância na cultura brasileira. Ele mencionou sua contribuição significativa para a representatividade, especialmente como mulher trans, ao lado de outras personalidades notáveis como Liniker.
Por sua vez, o diretor de teatro Ruy Cortez expressou sua tristeza com a perda, refletindo sobre as dificuldades enfrentadas por artistas como Clodd em um país que, muitas vezes, não valoriza suficientemente seus talentos. Sua morte, segundo ele, é uma perda sentida não apenas pelas artes, mas pela luta contínua por dignidade e respeito que muitos artistas enfrentam.
Clodd Dias deixa um legado de talento, luta e sensibilidade que será lembrado por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la e apreciá-la.




