Um exemplo marcante ocorreu em junho de 2025, quando o Brasil acompanhou com pesar a notícia da morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que perdeu a vida após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A tragédia atraiu a atenção da mídia e gerou discussões no Congresso Nacional sobre a necessidade de políticas para o traslado de corpos brasileiros que falecem no exterior.
Juliana, natural de Niterói (RJ), caiu em uma área de difícil acesso e não morreu imediatamente. Segundo informações das autoridades locais, a jovem faleceu entre dois a três dias após a queda, devido a múltiplos traumas. O caso não apenas trouxe à tona a fragilidade da segurança em trilhas internacionais, mas também levantou questões sobre como o governo deve lidar com repatriações em situações delicadas como essa.
Ainda em junho, outro incidente abalou o cenário nacional. O fotógrafo e montanhista Edson Vandeira, de 36 anos, desapareceu enquanto tentava escalar o Nevado Artesonraju, no Peru. Este pico, conhecido pelas condições climáticas severas, é uma rota desafiadora nos Andes. Enquanto buscavam a ascensão, Vandeira e dois montanhistas peruanos encontraram o trágico destino quando seus corpos foram encontrados dias depois, revelando uma vez mais os perigos associados a atividades de alta montanha.
Menos de um ano antes, outro evento trágico ocorreu nas alturas. O alpinista Rodrigo Raineri, de 55 anos, faleceu em um acidente no K2, uma das montanhas mais altas do mundo. Raineri, conhecido por ser o primeiro brasileiro a escalar o Everest três vezes, tentou um salto de parapente, mas o equipamento falhou e resultou em uma queda fatal.
Casos de brasileiros que se aventuram em ambientes de risco, como montanhas e trilhas internacionais, não são raros. Entre eles, destaca-se o caso de Dennis Cosmo Marin, que em 2022 perdeu a vida na Caverna de Gelo na Argentina, um local que já havia sido alertado sobre riscos de desmoronamento.
Essas histórias ressaltam não apenas os perigos das expedições, mas também a importância de se considerar as soluções de segurança e suporte aos aventureiros, refletindo sobre as responsabilidades que governos e instituições têm para com seus cidadãos que buscam desafios em locais remotos.







