A data já havia sido alterada anteriormente; inicialmente, os acusados deveriam ser levados ao tribunal em 23 de março. Contudo, o julgamento foi prorrogado por dois meses após a defesa de Jairinho justificar uma desistência da sessão. Os advogados alegaram cerceamento de defesa, afirmando que não tiveram acesso total às informações de equipamentos eletrônicos que fazem parte do processo.
Henry Borel faleceu tragicamente em março de 2021, aos apenas 4 anos de idade. Jairinho enfrenta acusações graves, incluindo homicídio qualificado, tortura e coação. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado, tortura e coação, com ambas as acusações ganhando um caráter ainda mais sério devido ao fato de as agressões terem ocorrido em um ambiente familiar e envolvendo uma criança menor de 14 anos. Se condenados, a dupla poderá enfrentar penas que ultrapassam 50 anos de prisão.
O vereador Leniel Borel, pai da criança, manifestou sua satisfação com a decisão do tribunal, enfatizando que não há mais espaço para manobras que atrasem o julgamento. “Meu desejo é que todos os responsáveis respondam pelos seus atos perante a Justiça, com o devido rigor da lei”, declarou, demonstrando sua determinação em buscar justiça para seu filho.
A expectativa em torno do julgamento é grande, sobretudo pela gravidade das acusações e pelo envolvimento de figuras públicas. O desfecho do caso poderá reverberar não apenas na vida dos acusados, mas também na percepção pública sobre a violência familiar e a proteção da infância. A sociedade aguarda com ansiedade os desdobramentos que ocorrerão nos próximos dias no tribunal.





