A barreira, composta por cerca de 300 metros de boias laranjas, foi instalada no setor Eagle Pass, na fronteira com Piedras Negras, um dos trechos usados pelos migrantes para entrar nos Estados Unidos. O equipamento foi projetado de forma a girar caso alguém tente segurá-lo, e possui discos de metal serrilhados em cada lado.
A Justiça Federal proibiu as autoridades estaduais de construir ou acrescentar qualquer boia, barreira ou estrutura de qualquer espécie no Rio Grande, enquanto aguarda a decisão do tribunal superior sobre a questão. Além disso, ordenou a realocação de todos os elementos existentes da barreira flutuante na margem do rio até o dia 15 de setembro.
A decisão do tribunal se baseou nos danos causados pela barreira flutuante, que tem gerado tensões nas relações entre os Estados Unidos e o México, além de ameaças à vida humana e obstrução à navegação livre e segura. O tribunal também considera provável que a decisão de mérito seja favorável ao governo federal americano.
A instalação das boias em julho gerou controvérsias no México, com o presidente Andrés Manuel López Obrador a descrevendo como uma violação da soberania do país. Um levantamento topográfico realizado posteriormente mostrou que a maior parte da polêmica barreira está no lado mexicano da fronteira natural.
O Departamento de Justiça de Washington alertou que as boias representam um problema humanitário e diplomático, indo contra os tratados fronteiriços celebrados com o México. A procuradora-geral dos EUA, Vanita Gupta, afirmou em comunicado que a barreira é ilegal e coloca em risco as relações diplomáticas, a segurança pública, a navegação e as operações dos agentes federais.
Greg Abbott é conhecido por suas duras críticas ao presidente Biden e já havia enviado um ônibus com migrantes para estados governados por democratas. A Casa Branca, no entanto, afirma que o número de travessias ilegais caiu significantemente desde a implementação das novas regras de asilo.
O governador Abbott anunciou que irá recorrer da decisão do tribunal. A disputa entre o governo Biden e o estado do Texas em relação à imigração na fronteira com o México continua a se intensificar, e o resultado final da questão ainda é incerto.





