Ao longo da cerimônia intitulada “Lei Maria da Penha – 20 anos protegendo mulheres”, os participantes foram brindados com uma programação rica e diversificada. Destaque para uma apresentação musical, a exibição de um vídeo que retratou a trajetória da lei e um relato do trabalho realizado em Alagoas no apoio a essas mulheres. O ponto alto foi a homenagem a 20 pessoas que vêm se empenhando na luta contra a violência doméstica e familiar.
O desembargador Tutmés Airan, em sua fala, enfatizou a relevância histórica da Lei nº 11.340/2006. Segundo ele, essa legislação não só transformou a abordagem em relação à violência contra a mulher, mas também incentivou as mulheres a se manifestarem e buscarem proteção diante das agressões. “É uma lei que deve ser celebrada”, afirmou, reconhecendo seu impacto positivo na conscientização social sobre a violência de gênero.
Organizada pela Casa da Mulher Alagoana, a cerimônia teve como objetivo reconhecer o esforço incessante de profissionais que atuam nas mais diversas frentes, sempre visando a proteção das mulheres. Paula Lopes, coordenadora da instituição, reiterou a importância da comemoração ao afirmar que a Lei Maria da Penha é um marco na defesa da vida feminina.
A juíza Eliana Acioly, uma das homenageadas e atual coordenadora da Mulher do TJAL, abordou a necessidade de enfrentar novos desafios, como a desinformação e discursos prejudiciais que podem naturalizar a violência. Para ela, a educação e a mobilização de todos os segmentos da sociedade são fundamentais na construção de um futuro livre de violência.
Entre as homenageadas, Elaine Cristina Pimentel Costa ressaltou a relevância das mulheres que a cercaram em sua vida, destacando a força do movimento coletivo. Outros profissionais, como a promotora de Justiça Stela Valéria, reforçaram que os 20 anos da lei também são um chamado à ação para que o Estado e a sociedade ofereçam as proteções necessárias. “É vital que ninguém esteja sozinho nessa luta”, enfatizou.
Assim, a celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha em Alagoas não se limitou a uma mera comemoração, mas representou um chamado à continuidade da luta pela igualdade de gênero e pelo fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.




