Os ministros das Relações Exteriores dos três países expressaram sua oposição e condenação ao apoio aberto e reconhecido da Ucrânia ao terrorismo internacional, pedindo para que a responsabilidade seja assumida pelo Conselho de Segurança diante dos atos da Ucrânia.
A crise diplomática entre Kiev e os países africanos teve início após confrontos no Mali, no final de julho, que resultaram na morte de dezenas de soldados malianos e de mercenários russos do grupo Wagner, que atuavam ao lado das forças militares locais. Segundo um porta-voz da inteligência ucraniana, a ação dos insurgentes foi apoiada pela Ucrânia com informações que ajudaram na operação militar bem-sucedida.
Após a revelação dessas informações, Mali e Níger anunciaram o rompimento das relações diplomáticas com a Ucrânia, enquanto Kiev negou qualquer envolvimento nos eventos, apesar das declarações públicas de seu porta-voz do serviço de inteligência militar.
A tensão entre os países reforça a instabilidade na região do Sahel e levanta preocupações quanto ao apoio a grupos terroristas internacionais. A comunidade internacional agora aguarda para ver como o Conselho de Segurança da ONU irá lidar com essa situação e se haverá consequências para a Ucrânia em relação às acusações feitas pelos países africanos.





