A cúpula híbrida reúne treze líderes europeus, além do Canadá, e 24 representantes estrangeiros por videoconferência. O objetivo da reunião é discutir maneiras de continuar ajudando a Ucrânia diante da postura de Donald Trump em favor de Vladimir Putin.
Apesar das dificuldades, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, estão em Kiev para reiterar seu apoio aos ucranianos e ao presidente Zelensky.
O dia começou com um alerta de possíveis ataques russos em toda a Ucrânia, colocando as autoridades em estado de alerta. Zelensky, em uma mensagem nas redes sociais, destacou os três anos de resistência do povo ucraniano e o heroísmo demonstrado desde o início do conflito. Ele também apelou por uma troca de prisioneiros de guerra como um primeiro passo para o diálogo com Moscou em busca de uma paz duradoura.
Durante a cúpula em Kiev, Ursula von der Leyen destacou que não é apenas o destino da Ucrânia que está em jogo, mas o destino de toda a Europa. Antonio Costa anunciou uma cúpula europeia especial para o dia 6 de março, visando discutir estratégias para lidar com a crise na região.
Enquanto isso, na Alemanha, o líder dos democratas-cristãos alemães, Friedrich Merz, ressaltou a importância de criar uma capacidade de defesa europeia autônoma como alternativa à OTAN. A reviravolta dos Estados Unidos em seu apoio à Ucrânia surpreendeu muitos, que temem concessões territoriais em troca de um cessar-fogo.
Protestos em apoio à Ucrânia foram vistos em várias cidades ao redor do mundo, incluindo Paris, Praga, Washington e Sydney. Ataques como o ocorrido na refinaria de petróleo de Ryazan, na Rússia, intensificam a tensão entre os países.
Em Marselha, na França, um incidente no Consulado russo gerou uma explosão sem causar vítimas, mas elevando ainda mais a tensão na região. A situação permanece delicada e incerta, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos dos eventos na Ucrânia.







