Com a derrota, Joshua Van emergiu como o novo campeão, mas a situação de Pantoja complicou-se ainda mais quando ele foi convidado para uma revanche imediata. O treinador de Pantoja, Marcos Pampurrinha, rejeitou prontamente a oferta. Em suas palavras, ele não queria colocar seu lutador em um combate em que ele não estivesse totalmente recuperado. Pampurrinha afirmou que Pantoja poderia ter a chance de lutar novamente a partir de junho, quando estivesse 100% pronto, ao invés de entrar no octógono em condições precárias, o que poderia comprometer tanto o desempenho do lutador quanto sua imagem.
Enquanto isso, o UFC não demorou a confirmar o próximo desafio de Joshua Van. O jovem birmanês está programado para enfrentar o japonês Tatsuro Taira no UFC 328, em maio. Inicialmente, havia uma proposta de que Pantoja fosse o primeiro desafiante pelo cinturão, mas com a recusa da equipe quanto à luta de revancha, o foco voltou-se para a recuperação de Pantoja.
Pampurrinha enfatizou que, apesar do interesse em acelerar o retorno do lutador, era fundamental seguir um plano de reabilitação adequado. Após o anúncio da luta entre Van e Taira, o processo de treinamento foi ajustado para que Pantoja pudesse se concentrar em sua recuperação sem pressa.
A trajetória de Pantoja, desde a lesão até a sua busca por retorno ao topo, é emblemática do rigor e desafios enfrentados por atletas de elite. A lesão que lhe custou a vitória esteve ligada a um momento crítico da luta, no qual o ex-campeão tentou amortecer uma queda com o braço esticado, resultando em uma fratura que impediu a continuidade da competição. Consequentemente, a luta foi interrompida, levando à coroação de Van.
Pantoja aguarda agora a plena recuperação para voltar ao octógono e retomar sua jornada em busca do cinturão que perdeu de forma tão abrupta.
