Cada sessão de plasmaférese dura em média duas horas (Foto: Assessoria)
O tratamento, que pode ser realizado em adultos e crianças, utiliza um cateter de diálise por onde o sangue do paciente é retirando para separar do plasma, que é devolvido ao organismo com uma solução proteica e livre de substâncias nocivas. Cada sessão dura em média duas horas. “Temos atendido muitos casos de pacientes com Guillain-Barré associados ao pós-covid e a resposta ao tratamento é muito boa, pois ele começa a recuperar a força muscular ainda na internação. Às vezes, o paciente chega tetraplégico e sai andando com auxílio, e seguem para a recuperação em casa”, explicou a hematologista e hemoterapeuta da UTI da Santa Casa Farol, Priscilla Galvão.
Na Miastenia Gravis, doença neuromuscular caracterizada pela súbita interrupção da comunicação natural entre nervos e músculos, que causa fraqueza muscular e dificulta que a pessoa execute movimentos de forma voluntária, o tratamento não impede a produção desses anticorpos, mas faz o controle durante a crise.
Priscilla Galvão, hematologista e hemoterapêuta da Santa Casa de Maceió (Foto: Assessoria)
Além da Síndrome de Guillain-Barré e da Miastenia Gravis, a unidade também trata pacientes que sofrem com púrpura trombocitopênica trombótica, crise lúpica, neurite óptica, mielite transversa, e esclerose múltipla.
“O tratamento é muito seguro, com taxa de complicações muito baixa. Nunca perdemos um paciente por intercorrências do procedimento. Temos uma equipe multiprofissional que atua na UTI da Santa Casa Farol há seis anos, e é muito bem treinada. Além dos hematologistas, os enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos e os fisioterapeutas trabalham de forma bem coesa, o que traz bons resultados”, finaliza a médica.





