Globalmente, estima-se que mais de 70 milhões de pessoas enfrentem problemas relacionados à alimentação, incluindo condições como anorexia nervosa, bulimia e compulsão alimentar. A anorexia é caracterizada por uma restrição severa da ingestão de alimentos e uma perda drástica de peso; já a bulimia envolve episódios de comer em excesso seguidos pelo uso de métodos compensatórios, como vômitos induzidos. A compulsão alimentar, por sua vez, refere-se à ingestão descontrolada de grandes quantidades de comida.
A médica nutróloga Eline Soriano explica que os efeitos físicos destes transtornos podem ser muito graves e progressivos. Sinais físicos como queda de cabelo, fadiga, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, anemia e irritabilidade são comuns. Em situações mais severas, as consequências podem afetar funções metabólicas e cardiovasculares.
Soriano enfatiza que a perda de peso não é sinônimo de saúde. Quando a alimentação é marcada por restrições severas, medo de comer e sensação de culpa, o metabolismo é impactado e o corpo entra em um estado de alerta. “O famoso efeito sanfona não se limita ao aspecto estético. Mudanças bruscas no peso podem prejudicar a saúde hormonal e aumentar processos inflamatórios.”
A pressão estética e a avalanche de informações desencontradas nas redes sociais têm contribuído para a normalização de comportamentos de risco, especialmente entre jovens e mulheres, alertam especialistas. Dietas extremamente restritivas e jejuns prolongados podem desencadear consequências sérias, que vão além do físico.
A identificação precoce dos sinais de alerta é essencial. O acompanhamento multiprofissional se torna indispensável quando a relação com a comida começa a gerar prejuízos. Emagrecer deve ser um processo que respeita as necessidades do corpo, e buscar orientação médica é fundamental para garantir não apenas uma perda de peso saudável, mas uma verdadeira promoção do bem-estar físico e emocional.





