A greve foi organizada em solidariedade à Flotilha Global Sumud, e seus organizadores a justificaram como uma manifestação contra a guerra, o genocídio e o aumento do custo de vida, além de protestar contra a exploração que afeta a população. As manifestações ocorreram em centros urbanos importantes, como Milão, Roma, Nápoles e Veneza, onde diversas atividades de transporte foram suspensas ou reduzidas.
Em Milão, a Estação Central e a estação de Porta Garibaldi viram uma série de cancelamentos e atrasos em viagens da Trenitalia, Italo e Trenord. Enquanto isso, a linha C do metrô em Roma ficou completamente fechada por algumas horas, e as operações nas linhas A e B foram consideravelmente diminuídas. Em Nápoles, a linha 1 do metrô também ficou paralisada, refletindo a amplitude do impacto.
Veneza não ficou imune, com mais da metade das embarcações da Actv, que conectam o continente ao arquipélago, com serviços interrompidos. Às 12h locais, aproximadamente 60% do setor marítimo estava em greve, juntamente com uma paralisação de 46,3% dos ônibus nas horas iniciais do dia.
Além das paralisações, os manifestantes também realizaram caminhadas em várias cidades, incluindo Bolonha e Perugia, em apoio ao trabalho humanitário em Gaza promovido pela Flotilha Global Sumud. Em uma nota divulgada em Perugia, os ativistas enfatizaram que entrar em greve é uma forma de defender a segurança dos ativistas a bordo dos navios e de protestar contra um modelo econômico que prioriza gastos militares em detrimento de serviços públicos e direitos sociais. “Enquanto bilhões são investidos em armamentos, os serviços estão sucumbindo”, concluía o documento.
Todavia, o impacto da greve foi avaliado de forma crítica pela Codacons, uma associação italiana de defesa do consumidor, que afirmou que a adesão ao movimento foi abaixo do esperado. Em comunicado, a Codacons informou que os transtornos para os usuários foram mínimos e que, em algumas áreas, a greve passou despercebida pela população.
