Os portos do país movimentaram 5,93 bilhões de toneladas de carga, com um incremento anual de 3,1%. Mais notável ainda foi o aumento do volume de carga associada ao comércio exterior, que cresceu 5,5%. O tráfego de contêineres, por sua vez, também apresentou resultados animadores: foram registradas 120 milhões de unidades padrão, um salto significativo de 7,2% comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é, em parte, resultado da implementação de novas rotas marítimas voltadas para mercados emergentes, especialmente na África, que está se tornando um novo horizonte estratégico para o comércio chinês.
Recentemente, o diretor do terminal de contêineres do Porto de Ningbo Zhoushan, Qu Jiaoming, anunciou a inauguração de três novas rotas marítimas para a África. De acordo com Qu, essas novas conexões têm o potencial de otimizar a eficiência logística e alavancar as exportações de produtos eletrônicos, veículos, produtos químicos e materiais de construção para diversos países africanos.
Outro porto que também se destacou foi o de Qingdao, que, em abril, deu início a uma nova rota de contêineres para a África, totalizando agora 11 conexões marítimas que abrangem diversas regiões do continente, incluindo a África Oriental, Ocidental e Setentrional.
Entretanto, essa expansão não ocorreu sem desafios. Especialistas como Gao Lingyun, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, destacam que o desempenho do setor enfrenta um contexto global complicado, caracterizado por tensões geopolíticas e um clima crescente de protecionismo. A abertura de rotas para novos mercados reflete uma estratégia de diversificação do comércio internacional da China, solidificando as relações econômicas com nações africanas e outras regiões em desenvolvimento.
O comércio bilateral entre a China e a África também se mostrou promissor, alcançando US$ 126,84 bilhões entre janeiro e abril, uma impressionante alta de 22,8% em relação ao ano anterior. Essa evolução está ligada, em parte, à implementação da política de tarifa zero para 53 países africanos com os quais a China mantém vínculos diplomáticos. Além disso, houve um crescimento no transporte aéreo de cargas, com a abertura de 21 novas rotas internacionais de carga apenas em abril, evidenciando o aumento da demanda no setor comercial e logístico.





