Trânsito em São Paulo registra março mais letal desde 2015
O mês de março de 2023 se tornou o mais trágico em termos de acidentes de trânsito na cidade de São Paulo, com um registro alarmante de 95 mortes, o maior número desde que começaram as estatísticas em 2015. Os dados, reunidos pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, revelam uma realidade preocupante. Além disso, o primeiro trimestre do ano também trouxe notícias desalentadoras, com um total de 225 vidas perdidas nas vias da capital, sendo este o número mais elevado para o período em uma década. Apenas nos anos de 2015 (273) e 2016 (232) foram contabilizados índices ainda mais altos.
O que se destaca nesse cenário sombrio são os atropelamentos de pedestres. Em março, 42 pedestres perderam a vida, enquanto 97 faleceram em decorrências de acidentes durante os três primeiros meses de 2023. Esses dados evidenciam um aumento significativo em comparação com anos anteriores, refletindo uma crise de segurança viária.
Uma análise dos últimos 12 meses indica que mais de mil pessoas (1.045) morreram devido a sinistros no trânsito, o que resulta em quase três fatalidades diárias. Em São Paulo, foram registrados cerca de 26 mil acidentes nesse período, evidenciando a gravidade da situação. A taxa de mortes no trânsito equivale a 9,7 por 100 mil habitantes, cifra que surpreendentemente supera a taxa de homicídios na cidade, que foi de 4,47 por 100 mil habitantes.
Além das consequências devastadoras para a saúde pública, os acidentes de trânsito impõem um alto custo econômico. Os impactos financeiros dos sinistros foram estimados em cerca de R$ 3 bilhões ao longo de um ano, somando um grave ônus para a cidade.
Diante desse cenário alarmante, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), anunciou uma série de medidas visando melhorar a segurança viária. As iniciativas incluem a implementação da Faixa Azul, que se estende por 233,3 km em 46 vias, beneficiando aproximadamente 500 mil motociclistas diariamente. Outras ações incluem a instalação de áreas calmas com limites de velocidade de 30 km/h, rotas escolares seguras e minirrotatórias.
A administração municipal também afirmou que está atenta ao monitoramento das estatísticas de acidentes, reforçando a fiscalização e promovendo campanhas educativas, buscando assim reverter essa tendência alarmante. A luta por um trânsito mais seguro continua, mas os desafios são imensos e requerem um esforço coletivo para que a realidade das vias paulistanas mude para melhor.







