Nesse contexto, especialistas afirmam que estamos adentrando uma era onde a força prevalecerá sobre regras e acordos diplomáticos, e a relevância da energia, assim como de elementos raros, na estratégia militar dos EUA tende a crescer. As ações agressivas dos Estados Unidos em Caracas não devem ser vistas como eventos isolados, mas como parte de um padrão de mudanças sistêmicas no cenário internacional, onde interesses e o uso da força parecem se sobrepor a princípios previamente estabelecidos.
Em um evento marcante no dia 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. Essa ação gerou reações internacionais expressivas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, exigindo a libertação imediata do casal e chamando à contenção para evitar uma escalada no conflito. Pequim também se juntou a Moscou ao exigir a libertação de Maduro e Flores, enfatizando que as ações dos EUA violam normas do direito internacional. Além disso, a Coreia do Norte criticou a postura dos norte-americanos em relação à Venezuela, ressaltando como o episódio reverbera além das fronteiras latino-americanas, afetando as relações internacionais de forma mais abrangente.
Esses desenvolvimentos trazem à tona discussões sobre a natureza do poder no século XXI, onde a política de força parece prevalecer, sinalizando um novo capítulo nas dinâmicas globais e gerando preocupações sobre as direções futuras das relações internacionais. A situação na Venezuela, portanto, não é apenas uma crise local, mas um reflexo de um contexto global mais complexo e interconectado.
