Ante a abundância de enredos revelados, O GLOBO elaborou uma linha do tempo com os momentos-chave das investigações em curso contra Bolsonaro. As acusações mais recentes a surgir no contexto da trama são as alegações feitas pelo hacker Walter Delgatti Neto, que atribuiu ao ex-presidente orientações para manipulação das urnas eletrônicas.
Outros personagens também desempenharam papéis centrais nas apurações. Em janeiro, buscas e apreensões realizadas no âmbito do ex-ministro da Justiça Anderson Torres revelaram a existência de um esboço golpista com o objetivo de reverter o resultado das eleições. Documentos com outros planos semelhantes foram encontrados no celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, coronel Mauro Cid, incluindo uma minuta de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e “estudos” que, segundo os investigadores, forneceriam suporte a um possível golpe de estado.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) relatou um encontro secreto ocorrido em dezembro, no qual estavam presentes Bolsonaro e discutia-se um plano para gravar clandestinamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em outra frente, a Polícia Federal prendeu Silvinei Marques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e levantou suspeitas de que a corporação tenha realizado intencionalmente mais blitzes em regiões onde Lula teve um melhor desempenho no primeiro turno das eleições presidenciais de 2022, com o objetivo de afetar a votação do segundo turno.
Diante de tais revelações, é imprescindível que o caso seja minuciosamente investigado para que se chegue à verdade e sejam tomadas as devidas medidas legais. As acusações levantadas chamam a atenção para uma possível ameaça à democracia brasileira e reforçam a importância de que sejam garantidos a independência e a integridade das instituições responsáveis pela condução do processo eleitoral. Afinal, a democracia é um pilar fundamental da sociedade e deve ser protegida a todo custo.






