A polícia científica que atendeu ao caso ficou alarmada com as descobertas feitas durante os trabalhos periciais. Relatórios iniciais indicam que o estômago da vítima continha uma quantidade impressionante de substâncias ilegais. Foram encontradas 22 bolsas que continham material análogo à maconha, além de duas sacolas de papel seda. Esses dados são essenciais para compreender a gravidade da situação e os possíveis fatores que levaram ao trágico desfecho.
Após a constatação do óbito, o corpo de Marcos foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde serão realizados exames de necropsia e toxicologia para elucidar a causa exata de sua morte. Enquanto isso, a Polícia Civil de Alagoas deu início a um inquérito investigativo. As apurações estão se concentrando em duas frentes principais: a primeira diz respeito à origem das drogas, questionando como um material ilícito conseguiu entrar em uma unidade de segurança máxima. A segunda envolve a análise da responsabilidade dos agentes penitenciários, investigando se houve falhas nos procedimentos de revista e na fiscalização dos detentos.
Fontes próximas à investigação afirmam que o objetivo é entender não apenas as causas do falecimento, mas também como foi possível a entrada de entorpecentes em um local onde a segurança deve ser rigorosa. Marcos, natural de Maceió, estava cumprindo pena e, conforme relatos, apresentava bom comportamento, até realizando atividades laborais na lavanderia do presídio.
Até o fechamento desta matéria, a família do reeducando não havia se manifestado sobre os detalhes do velório ou sepultamento. Além disso, a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) também deve se pronunciar sobre as ações administrativas que serão adotadas em decorrência do ocorrido, num cenário que acende um alerta sobre a segurança e o controle nas prisões do estado.
