Embora o estado de decomposição do animal seja avançado, indícios robustos apontam que os restos mortais são do elefante-marinho conhecido como Leôncio. Ele havia se tornado um verdadeiro “famoso” local, atraindo a atenção desde sua primeira aparição no estado em 11 de março. De acordo com Bruno Stefanis, biólogo e diretor do Biota, “a probabilidade de ser outro indivíduo é mínima”, reforçando a identificação do animal.
Em resposta a essa tragédia, uma força-tarefa foi mobilizada para conduzir uma necropsia ainda na quarta-feira. Essa avaliação busca não só confirmar a identidade de Leôncio, mas também investigar a causa da lesão tão severa, que resultou na divisão do corpo do mamífero, que pesa cerca de meia tonelada. Até agora, as circunstâncias exatas que levaram à morte do animal permanecem um mistério.
Leôncio, um macho jovem com em torno de dois metros de comprimento, estava sob monitoramento constante de uma rede de instituições, incluindo o Instituto Biota, o IBAMA, o ICMBio, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Batalhão de Polícia Ambiental. Ele foi visto pela última vez em 27 de março, na Praia de Lagoa Azeda, durante sua notável jornada pelo litoral alagoano. O elefante-marinho havia visitado diversas praias, incluindo locais urbanos movimentados como Ponta Verde, em Maceió, usando as praias como espaços de descanso após longas migrações.
A morte de Leôncio encerra de forma trágica um período no qual a comunidade alagoana se uniu para acompanhar a trajetória desse visitante ilustre. Especialistas afirmam que os resultados dos exames laboratoriais serão cruciais para entender se houve intervenção humana ou se o animal foi vítima de alguma fatalidade relacionada ao mar. A perda de Leôncio não apenas entristece a população, mas também levanta preocupações sobre a preservação da fauna marinha na região.
