Sven recorda-se do último encontro com o pai, que ocorreu na quinta-feira (6), onde ambos anteciparam a celebração do Dia dos Pais com um churrasco. O filho expressou sua surpresa e incredulidade diante da perda, afirmando: “Eu achava que meu pai ia viver para sempre.” Para ele, a figura do pai era sinônimo de vida e alegria, uma pessoa que interagia com todos ao seu redor, mostrando carisma e empenho em tudo que fazia.
O acidente ocorreu durante um voo panorâmico, com a aeronave decolando do Aeroporto de Jacarepaguá. A queda se deu em uma área de mata densa, dificultando o acesso para a recuperação dos corpos. Enquanto almoçava com um amigo, Sven recebeu a notícia trágica por telefone, percebendo imediatamente que algo estava errado antes mesmo de ver a confirmação nas notícias.
Alessandro Rocha era um experiente instrutor de voo, com mais de duas décadas de atuação na aviação. Recentemente, havia sido contratado por uma empresa responsável pelo helicóptero e estava animado com o novo emprego, uma felicidade compartilhada pela família. Além de Sven, ele deixava outras duas crianças, Maria Antônia, de 2 anos, e Benício, com apenas três meses.
O relato da tragédia não termina com a dor da perda já sentida pela família. A polícia civil está conduzindo uma perícia no local do acidente, enquanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciou investigações para determinar as causas que levaram à queda da aeronave. A identificação das vítimas, que foram encontradas em estado crítico, será realizada através da análise da arcada dentária, aumentando a gravidade da situação.
Este episódio reforça a importância da segurança na aviação e a necessidade urgente de uma investigação minuciosa para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer no futuro. A dor da perda e a busca por respostas pairam sobre a família Rocha neste momento difícil, enquanto eles se preparam para enfrentar a realidade sem Alessandro.
