Tragédia aérea em São Gonçalo: Piloto e turistas colombianas perdem a vida em acidente
Na última segunda-feira, familiares e amigos se reuniram para prestar homenagens a Alessandro Rocha, um piloto de 48 anos que faleceu em um trágico acidente aéreo ocorrido no último sábado. A cerimônia de sepultamento aconteceu no Memorial Pax, localizado no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O ambiente estava repleto de pessoas que, emocionadas, se despediam de um homem querido por todos.
O corpo de Alessandro foi levado para um jazigo no Cemitério Municipal de São Gonçalo às 15h, após um velório marcado por sentimentos de dor e recordações afetuosas. O filho mais velho, Sven Rocha, de 23 anos, mostrou grande força ao cumprimentar cada um dos presentes, apesar da imensa tristeza que sentia. “Tristeza não combina com meu pai. Quem aqui amava ele?” questionou Sven, provocando risos tímidos entre os presentes, numa tentativa de celebrar a vida do pai.
Alessandro deixa três filhos: Sven, Maria Antônia, de 2 anos, e Benício, de apenas 3 meses, frutos de seu segundo casamento. Infelizmente, as crianças não puderam estar presentes para a despedida. O jovem Sven recordou a última celebração do Dia dos Pais, que aconteceu de forma antecipada na quinta-feira, uma vez que não poderia estar com seu pai no domingo. Ele mesmo preparou um churrasco para a ocasião, repleto de carinho e amor.
O acidente aconteceu na manhã de sábado, quando o helicóptero pilotado por Alessandro caiu durante um voo panorâmico na Vista Chinesa. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a aeronave em uma área de difícil acesso, onde foram encontrados os corpos não apenas do piloto, mas também de três turistas colombianas: Rocio Cubillos, de 59 anos, Sofia Murillo, de 17, e Wendy Manrique, de 37. Elas faziam parte de uma mesma família que havia chegado ao Rio de Janeiro com planos de lazer, mas que se dividiu para realizar o passeio.
Alessandro, conhecido por sua dedicação e profissionalismo, estava em dia com todas as certificações necessárias para a operação do helicóptero, que possuía um certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira iniciou uma investigação para apurar as causas do acidente, que até o momento permanecem desconhecidas, deixando a comunidade em luto e sem respostas.
