Alessandro faleceu no último sábado após um trágico acidente aéreo. Ele pilotava um helicóptero que realizava um voo panorâmico para turistas colombianas na famosa Vista Chinesa, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira, já iniciou investigações para apurar as circunstâncias que levaram à queda da aeronave.
Durante o velório, a presença do filho mais velho, Sven Rocha, de 23 anos, destacou-se. Mesmo enfrentando a dor da perda, o jovem se esforçou para manter uma atitude acolhedora, saudando cada convidado e, surpreendentemente, confortando aqueles que estavam ali para apoiá-lo. “A tristeza não combina com meu pai”, afirmou ele, promovendo uma onda de risos entre os presentes, que se juntaram à sua homenagem enquanto o choro se tornava mais suave.
Além de Sven, Alessandro deixou outros dois filhos, Maria Antônia, de apenas 2 anos, e Benício, de 3 meses, que não puderam comparecer à cerimônia devido à sua tenra idade. A figura da mãe de Alessandro, dona Iara, também foi marcante; ela chegou ao enterro com dificuldades de locomoção, apoiada por uma muleta, e expressou a dor da perda ao se despedir do filho.
Sven recordou que havia comemorado o Dia dos Pais com seu pai na quinta-feira anterior ao acidente, um momento que agora se tornou ainda mais precioso. “Era muito família. Eu sou apaixonado por ele”, disse Sven, revelando a profunda ligação que tinham. Perguntou-se a respeito de quantas pessoas o amavam e, diante de um mar de braços erguidos, o clima de lembrança e saudade se fez presente.
O acidente que tirou a vida de Alessandro e de três turistas colombianas — Rocio Cubillos, de 59 anos, Sofia Murillo, de 17, e Wendy Manrique, de 37 — ocorreu em uma área de mata de difícil acesso, onde o Corpo de Bombeiros encontrou os quatro corpos. As vítimas faziam parte de um grupo que tinha chegado ao Rio de Janeiro uma semana antes e planejavam permanecer até o dia seguinte, mas optaram por dividir-se, resultando na tragédia.
Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave estava em condições normais e possuía um certificado de aeronavegabilidade válido até 2027, autorizada a realizar voos panorâmicos. As investigações continuam em busca de respostas sobre o que pode ter causado esse fatídico acidente.




