Na manhã de hoje, os guichês das empresas de voo apresentaram uma movimentação comum, embora o espaço da Voos Rio Panorâmico, a companhia envolvida no incidente fatal, estivesse fechado. Outras operadoras na área continuaram a atender ao público sem interrupções, mas a atmosfera no local era marcada por um silêncio constrangedor.
Na Rua D2, onde estão localizados os guichês das empresas de voos panorâmicos, a conversação sobre o acidente era quase um tabu. Funcionários mostravam-se relutantes em abordar o tema, muitos apresentando uma postura de desconforto e aversão ao assunto. Quando abordados, frequentemente se esquivavam da questão ou mencionavam que apenas seus superiores poderiam comentar, mas esses não estavam disponíveis.
Um funcionário de outra operadora, de maneira discreta, expressou a tristeza que permeou a comunidade diante do acidente. A percepção de que o ocorrido era um “choque” estava presente nas falas dos que trabalham na área.
A pista de decolagem observou movimentações regulares, com helicópteros levantando voo a cada 20 minutos. Um mecânico de aeronaves, que conhecia o piloto falecido, comentou que a morte de Alessandro Rocha representava uma perda significativa para a categoria. Ele apontou para a possibilidade de que a fumaça do estresse e da fadiga poderia ter contribuído para o acidente. “Os pilotos frequentemente realizam vários voos em um curto período, enfrentando alta tensão e sem pausas adequadas”, observou.
Entretanto, apesar do luto, turistas continuaram a usufruir dos voos. Um visitante italiano, que havia acabado de concluir um passeio panorâmico, relatou que a experiência foi tranquila e segura. Mesmo ciente do acidente, decidiu manter sua programação. “Acho que foi uma fatalidade. Voos são realizados constantemente, e o meu foi super tranquilo”, comentou, aludindo à alta frequência e à segurança das operações.
Nesse contexto, o acidente não apenas deixou uma marca de tristeza, mas também levantou questões sobre a segurança nas operações aéreas, enquanto a movimentação no aeroporto permanecia um testemunho da resiliência diante da tragédia.
