Em seu livro de memórias, intitulado “This is me: a reckoning”, Hayden compartilha com sinceridade as dificuldades que enfrentou logo após o parto. Descrevendo um nascimento repleto de desafios, ela revelou que, ao conhecer a filha, não conseguiu sentir as emoções que esperava. “Naquele primeiro dia, a sensação que tomava conta de mim não era de pânico, mas de um apagão total nas emoções”, confessou. Essa ausência de conexão gerou um ciclo de sofrimento e solidão que se agrava ao longo do tempo.
Os meses subsequentes foram marcados pelo uso do álcool como uma tentativa de escapar da dor emocional. A atriz admitiu que, em determinado momento, sua rotina se transformou em uma busca incessante por uma garrafa de vinho, a qual consumia quase diariamente, logo nas primeiras horas da manhã. “Eu precisava da bebida para funcionar. Era o primeiro pensamento que me vinha à mente ao acordar”, relatou.
Enquanto lutava contra seus demônios pessoais, Hayden também mantinha a rotina exigente de gravações da série “Nashville”. A atriz buscou ajuda pela primeira vez em uma clínica de reabilitação entre as temporadas da série, recebendo o diagnóstico de depressão pós-parto. Ao longo dos anos, ela retornou ao tratamento e, em uma fase particularmente delicada de sua vida, o ex-companheiro, Wladimir Klitschko, solicitou a guarda integral da filha, levantando questões sobre sua capacidade de cuidar da criança durante os períodos em que estava sob sua responsabilidade.
Com dor no coração, Hayden concordou que a filha morasse com o pai na Ucrânia. Esta decisão, segundo relato dela, foi uma das mais difíceis que teve que enfrentar, gerando um profundo sentimento de perda que irá reverberar por toda a sua trajetória. A história da atriz é um lembrete contundente das lutas silenciosas que muitas mulheres enfrentam após a maternidade e a importância do apoio e do entendimento nas experiências de saúde mental.




