Tragédia em Porto Velho: professora é morta por aluno durante aula em faculdade; comunidade lamenta a perda de Juliana Mattos de Lima Santiago.

Na noite de sexta-feira, 6 de outubro, a comunidade acadêmica de Porto Velho, capital de Rondônia, foi abalada por uma tragédia. A professora de Direito Penal Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi esfaqueada em sala de aula por um aluno durante o horário de aulas no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). O crime, que chocou a todos, deixou não apenas os estudantes e colegas da docente em luto, mas também ecoou em sua terra natal, a Bahia, onde Juliana construiu sua trajetória.

Juliana cresceu em Salvador, após se mudar do Rio de Janeiro com a família ainda na infância. Formou-se na Universidade Católica do Salvador, onde começou a consolidar sua carreira. No colégio onde estudou, seus ex-colegas e professores expressaram profunda tristeza pela perda, colocando em destaque a importância de valorizar a vida e as relações pessoais. Amiga de muitos, Juliana era conhecida por sua dedicação e carinho, características que permeavam não apenas sua vida pessoal, mas também sua atuação profissional.

Antes de se mudar para Rondônia, a professora teve uma carreira notável na Bahia, contribuindo como advogada e participando de diversos concursos e seleções. Em 2007, destacou-se ao conquistar a terceira posição para um estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada para atuar em órgãos como a Câmara Municipal de Salvador. Essa trajetória a levou a Rondônia, onde começou a trabalhar como escrivã da Polícia Civil e a lecionar na área de Direito Penal na instituição em que foi tragicamente agredida.

Nas redes sociais, amigos relembram uma vida pautada pelo trabalho e pela busca incessante pelo conhecimento, além de momentos dedicados ao reencontro com seus familiares. O luto se instaurou na comunidade que Juliana deixava para trás, com mensagens de carinho ressoando entre aqueles que a conheceram.

O incidente teve repercussões imediatas. Após ser esfaqueada, Juliana foi socorrida e levada em estado grave ao Hospital João Paulo II, onde infelizmente não resistiu aos ferimentos. O aluno, que estava matriculado na mesma instituição, foi detido no local do crime e preso em flagrante. A Polícia Civil deu início a um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram a esse ato de violência. A faculdade se comprometeu a colaborar com as investigações, enquanto a comunidade se pergunta como um ambiente educacional, que deveria ser seguro, pôde se converter em cena de tanta tragédia.

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