De acordo com relatos de conhecidos, Eduarda já havia vivenciado momentos de terror aos 3 anos, quando foi sequestrada junto com sua mãe, Thais Iolanda, e seu pai, Leandro Abreu. Naquela ocasião, a família teve sua residência invadida por assaltantes à procura de armas que Leandro guardava em casa. Durante o sequestro, a pequena Eduarda foi usada como refém, com uma arma sendo apontada para sua cabeça, sendo ameaçada com a morte se seu pai não entregasse as armas.
O horror se repetiu na última segunda-feira, quando cinco homens armados invadiram a residência da família. A entrada foi feita pelo fundo da casa, que não possuía câmeras de segurança, e os criminosos começaram a atirar até conseguir arrombar as portas. Leandro, ao ouvir os barulhos da invasão, saiu em busca de ajuda, deixando Thais e Eduarda sozinhas. Em meio ao pânico, a mãe pediu que a filha se escondesse em um closet, mas os invasores conseguiram encontrá-la.
Testemunhos da mãe revelam que os criminosos se passavam por policiais e tentavam enganchar a família em uma rendição. Thais, angustiada, gritava que apenas ela e sua filha estavam em casa, enquanto os invasores continuavam a atirar e revirar os móveis. O clima de tensão culminou em um disparo, que atingiu a pequena Eduarda.
Após o trágico incidente, Thais e vizinhos correram com Eduarda para o Hospital Municipal de Nova Iguaçu, onde a situação da criança era crítica. Apesar de todas as tentativas médicas, a menina não conseguiu sobreviver e faleceu após sofrer uma parada cardíaca.
A polícia confirmou que um armamento pertencente a Leandro foi apreendido no local do crime, embora detalhes ainda estejam sendo verificados. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que busca identificar os autores e determinar as motivações por trás do crime brutal.
Enquanto isso, a dor da perda castiga a família de Eduarda. Com apenas 7 anos, a menina sonhava em ser policial, com o desejo de proteger as pessoas. Sua mãe, emocionada, clamou por justiça após prestar depoimento na delegacia, enquanto seu pai, fragilizado pela tragédia, optou por permanecer em silêncio diante da imprensa. A morte de Eduarda não é apenas uma tragédia familiar, mas um reflexo da violência crescente que afeta tantas comunidades.





