Em um incidente anterior, quando apenas três anos de idade, Eduarda e sua mãe, Thais Iolanda, foram sequestradas durante uma invasão em sua residência. Na ocasião, os criminosos procuravam armas que pertenciam a Leandro Abreu, pai da menina, e, como parte da ameaça, utilizaram a garota como refém, segurando uma arma contra sua cabeça. O pânico e a insegurança já se tornavam parte da vida da família ainda tão jovem.
Na noite fatídica, enquanto dormia no quarto dos pais, Eduarda foi surpreendida por homens armados que invadiram a casa. A mãe descreveu momentos de terror: os invasores, vestidos com uniformes policiais, invadiram a residência e atiraram nas portas antes de entrarem. Com o perigo à espreita, Leandro tentou buscar ajuda, deixando Thais e a filha vulneráveis. Em meio ao tiroteio, Thais instruiu Eduarda a se esconder no armário, sem imaginar que o destino trágico as aguardava.
Os criminosos, ao revistar a casa, encontraram Eduarda. Thais relata que a menina, ao se mover, foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes. Na sequência, escutou gritos de que havia ocorrido um “erro” e que iriam embora. A dor e o desespero tomaram conta da mãe, que correu aos vizinhos em busca de socorro, enquanto Leandro ainda não havia retornado.
Eduarda, descrita pela mãe como uma garota tranquila e carinhosa, sonhava em ser policial para proteger as pessoas. Ela dedicava seu tempo a brincadeiras e a ajudar os pais nos momentos mais difíceis. Após ser levada ao Hospital Municipal de Nova Iguaçu, Eduarda não resistiu aos ferimentos e, apesar dos esforços médicos, faleceu.
O crime, que chocou a cidade, está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Os pais prestaram depoimento, e enquanto Thais clamou por justiça, Leandro, em profundo luto, preferiu não falar com a imprensa. Este lamentável episódio expõe uma realidade dura e preocupante em relação à segurança das crianças em áreas vulneráveis, onde a violência armada ameaça até mesmo os mais inocentes.





