Esse episódio trágico não é o primeiro a abalar a comunidade de Itumbiara. Há cerca de nove anos, a cidade já havia sido marcada por um evento igualmente devastador, que atraiu a atenção nacional. Em setembro de 2016, durante uma carreata em apoio à sua candidatura à prefeitura, o político José Gomes da Rocha, popularmente conhecido como Zé Gomes, foi vítima de um atentado. O crime ocorreu em plena luz do dia, quando o candidato, próximo ao então vice-governador de Goiás, José Eliton, foi alvejado por disparos de arma de fogo. A ação criminosa resultou não apenas na morte de Zé Gomes, mas também na fatalidade do Cabo Vanilson, um policial militar que tentou neutralizar o atirador.
O responsável pelo atentado, identificado como Gilberto Ferreira do Amaral, era servidor público na Secretaria Municipal de Saúde e agiu com intenção premeditada. A investigação da Polícia Civil revelou que, embora não existissem motivos políticos para o ataque, o autor estava em um surto psicótico, além de carregar um ressentimento em relação à prefeitura, que tinha dívidas trabalhistas com ele. O caso gerou repercussões profundas em Itumbiara, uma cidade que, ao longo dos anos, parece ter se tornado palco de conflitos trágicos envolvendo figuras públicas. A dor e a perplexidade diante desses acontecimentos somam-se a um apelo por reflexões sobre saúde mental e a segurança de famílias e cidadãos em um marco tão desafiador.







