Tragédia na Academia: Mortes e Hospitalizações Após Aula de Natação
Uma aula de natação em uma academia na zona leste de São Paulo resultou em uma tragédia na última terça-feira, 7 de fevereiro. Juliana Bassetto, uma professora de 27 anos, morreu após sofrer complicações graves, que agora estão sendo investigadas pelas autoridades. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) revela que a causa da morte foi uma necrose nos pulmões, especificamente uma “necrose fibrinoide incipiente de septos alveolares”, indicando a morte precoce dos tecidos pulmonares.
A avaliação médica apontou ainda para a presença de “focos de hemorragia recente” e edema intra-alveolar, o que sugere um quadro de intoxicação severa, possivelmente causado pela inalação de gases tóxicos gerados por produtos químicos utilizados na limpeza da piscina. Juliana passou mal logo após a aula, apresentando sintomas como vômitos com um líquido esbranquiçado e espumoso. A principal hipótese é de que a professora tenha sido exposta a esses gases devido a uma inadequada mistura química.
Além da professora, outras seis pessoas que participaram da mesma aula também necessitaram de atendimento médico. Juliana e seu marido, que também se sentiu mal, foram até o hospital Santa Helena por conta própria, mas chegaram tarde demais. A professora não resistiu e faleceu após a entrada na unidade.
A academia, chamada C4 Gym, foi interditada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura, que identificaram risco elevado à saúde pública. Duas irregularidades chamaram a atenção: a primeira foi a falta de um alvará de funcionamento válido, e a segunda, as condições precárias na manipulação e armazenamento de produtos químicos, que incluíam frascos inadequadamente acondicionados e a presença de uma mistura não identificada. Um dos proprietários admitiu que o alvará estava vencido.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a situação. Os sócios da academia foram indiciados por homicídio e por expor pessoas a riscos. Até o momento, um pedido de prisão temporária dos envolvidos ainda não foi apreciado pelo juiz responsável.
O caso de Juliana Bassetto ressalta a importância de ambientes seguros e bem regulados em locais de atividade física. As investigações continuam enquanto a comunidade local se recupera da trágica perda.







