Em contato com autoridades, a consulesa-geral da Colômbia no Rio, Diana Páez, compartilhou detalhes sobre a família. Elas estavam acompanhadas de outros três parentes: o filho de Rocio, sua esposa e a filha do casal. O grupo, ao optar por um voo panorâmico em helicóptero, se dividiu devido à limitação de três passageiros por voo. As três mulheres estavam no helicóptero que, após seu retorno, veria o restante da família embarcar.
O quarto envolvido na tragédia foi o piloto, Alessandro Rocha, que possuía mais de 20 anos de experiência e deixou uma esposa e dois filhos pequenos. O acidente ocorreu por volta das 11 horas, quando a aeronave caiu em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, região que demarca a divisa entre as zonas norte e sul da cidade. A colisão provocou um incêndio que foi sanado pelos bombeiros em aproximadamente uma hora, mas os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados, o que chocou a todos.
Investigações sobre as causas do acidente estão em andamento na 19ª DP (Tijuca), com a polícia aguardando um laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, se manifestou nas redes sociais, pedindo à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma intensificação da fiscalização dos voos de helicóptero, que têm se tornado frequentes na cidade. A ANAC, até o momento, não se pronunciou oficialmente, mas informou que está em contato com a prefeitura para coordenação de ações de fiscalização.
Esse triste evento eleva para 13 o número de vítimas em acidentes de helicóptero no Rio de Janeiro somente em 2023, refletindo um panorama preocupante sobre a segurança aérea na região. O advogado da empresa responsável pelo voo, Voos Rio Panorâmico, afirmou que a aeronave estava regular e com manutenção em dia. Contudo, a incerteza sobre o que realmente causou a tragédia perdura, aguardando os desdobramentos das investigações.
